O que é NCM e como consultar o código certo do seu produto

Capa com o título O que é NCM e os níveis capítulo, posição, subposição e item

Resposta direta: o NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) é o código de 8 dígitos que identifica uma mercadoria no Brasil e nos demais países do Mercosul. Segundo a Receita Federal, os 6 primeiros dígitos seguem o Sistema Harmonizado (SH), mantido pela Organização Mundial das Alfândegas, e os 2 últimos são definidos pelo Mercosul. A tabela tem pouco mais de 10.000 códigos, distribuídos em 21 seções e 96 capítulos. O NCM é o que define a alíquota do Imposto de Importação (na TEC), a alíquota do IPI (na TIPI), a necessidade de licença de importação e o enquadramento em direitos de defesa comercial. Você consulta o código no Sistema Classif da Receita. Se classificar errado e a fiscalização apurar imposto pago a menor, ela cobra a diferença com juros e pode aplicar multa de ofício (em regra, 75% sobre a diferença; Lei nº 9.430/1996, art. 44, I). A antiga multa de 1% do valor aduaneiro por erro de classificação (Regulamento Aduaneiro, art. 711, I) perdeu a base legal com a revogação do art. 84 da MP nº 2.158-35/2001 e do art. 69 da Lei nº 10.833/2003 pela Lei Complementar nº 227/2026 (art. 181, II e III). Em caso de dúvida real, a saída oficial é a consulta formal de classificação (IN RFB nº 2.057/2021).

O NCM aparece cedo na importação: ele entra na cotação de custos, no pedido de licença e na declaração. Quem precisa da tabela do NCM ou faz a consulta do NCM antes de comprar evita surpresa de tributo e licença. Se você ainda está no começo, veja o processo completo em como importar da China e, antes de fechar compra, como encontrar fornecedor na China.

O que é o NCM

A Receita define a nomenclatura como “um sistema ordenado que permite, pela aplicação de regras e procedimentos próprios, determinar um único código numérico para uma dada mercadoria”. Na prática, o código passa a representar o produto em todos os sistemas: na declaração de importação, na nota fiscal, nas tabelas de tributos e nos controles dos órgãos anuentes.

O NCM é usado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai desde 1995. Seus idiomas oficiais são o português e o espanhol. Ele parte do Sistema Harmonizado (SH), criado para padronizar o comércio internacional e as estatísticas. É por isso que os 6 primeiros dígitos de um produto são iguais no Brasil e na China: a fatura chinesa costuma trazer o código HS, que é o ponto de partida, mas não substitui a classificação brasileira de 8 dígitos.

Como ler os 8 dígitos do NCM

Infográfico com os 8 dígitos do NCM divididos em capítulo, posição, subposição, item e subitem
Os 6 primeiros dígitos vêm do Sistema Harmonizado; os 2 últimos, do Mercosul. Fonte: Receita Federal, página NCM (consulta em 13/10/2026).
DígitosNívelQuem defineO que indica
1º e 2ºCapítuloSistema Harmonizado (OMA)Grande grupo de mercadorias (há 96 capítulos)
3º e 4ºPosiçãoSistema HarmonizadoTipo de produto dentro do capítulo
5º e 6ºSubposiçãoSistema HarmonizadoDetalhamento internacional
7ºItemMercosulDetalhamento regional
8ºSubitemMercosulDetalhamento final, que define as alíquotas

Exemplo hipotético de leitura (código fictício, só para mostrar a estrutura): no código 1234.56.78, “12” seria o capítulo, “1234” a posição, “1234.5” e “1234.56” as subposições, “1234.56.7” o item e “1234.56.78” o subitem. O formato com pontos é só uma convenção de leitura; nos sistemas, o código costuma aparecer com 8 dígitos seguidos.

A Receita lembra uma lógica útil: as mercadorias são ordenadas de forma progressiva pelo grau de elaboração, começando pelos animais vivos e terminando nas obras de arte. Em geral, quanto maior a participação humana na fabricação, mais alto o número do capítulo.

O que o NCM define na sua importação

O que depende do NCMOnde consultarPor que importa
Alíquota do Imposto de Importação (II)TEC, no Sistema Classif (botão IMP, aba II)É o primeiro tributo da cascata
Alíquota do IPITIPI, no Sistema Classif (botão IMP, aba IPI)Entra no custo e no crédito, se a empresa tiver
Licença de importação (LI ou LPCO)Simulador de Tratamento AdministrativoImportar sem licença exigida pode gerar multa de 30% do valor aduaneiro, com mínimo de R$ 500 (RA, art. 706, I, “a”, e § 2º)
Direitos de defesa comercial (antidumping, salvaguarda)Atos da Camex/Gecex para o códigoPodem somar valores ao custo
ICMS, valoração aduaneira e estatísticasLegislação estadual e sistemas da ReceitaO NCM aparece também na nota fiscal de venda

A própria Receita resume: o NCM é “fundamental para determinar os tributos envolvidos nas operações de comércio exterior” e é base para defesa comercial, ICMS, valoração aduaneira, regimes especiais, tratamentos administrativos e licença de importação. Um código errado contamina todo o cálculo de custo. Para ver como as alíquotas viram valores em reais, leia o guia de impostos de importação.

As alíquotas, taxas e regras tributárias podem sofrer alterações. Antes de importar, consulte a legislação vigente e confirme os valores aplicáveis com seu despachante aduaneiro.

TEC, TIPI e NCM: qual a diferença

São três nomes que confundem, mas a relação é simples:

TabelaO que éDesde quando (segundo a Receita)
NCMA lista de códigos e descrições das mercadoriasAdotada pelo Mercosul desde 1995
TEC (Tarifa Externa Comum)O NCM acrescido das alíquotas do Imposto de Importação, comum aos países do MercosulVigente desde 01/01/1995 (Decreto nº 1.343/1994)
TIPI (Tabela de Incidência do IPI)O NCM acrescido das alíquotas do IPI e dos ex-tarifários da TIPIVigente desde 01/01/1997 (Decreto nº 2.092/1996)

Ou seja: você descobre o código no NCM, a alíquota de II na TEC e a alíquota de IPI na TIPI. O Sistema Classif reúne as três consultas.

Tabela do NCM: como consultar no Sistema Classif

  1. Descreva o produto com precisão. Propósito: ter as informações que a classificação exige. Cuidados: material e percentuais, função principal, forma de uso e de funcionamento. “Acessório” ou “peça” não classificam nada.
  2. Abra a NCM On-line do Sistema Classif. Propósito: usar a base oficial. Cuidados: sites de terceiros podem estar desatualizados; a Receita indica o Classif como fonte.
  3. Pesquise por palavra ou navegue pela árvore. Propósito: chegar ao capítulo e à posição prováveis. Cuidados: a busca por palavra é só um ponto de partida; leia as descrições completas.
  4. Leia as notas de seção e de capítulo. Propósito: conferir inclusões e exclusões. Cuidados: muitas classificações erradas vêm de uma nota de exclusão que ninguém leu.
  5. Aplique as Regras Gerais de Interpretação. Propósito: decidir entre posições candidatas. Cuidados: são 6 regras gerais do SH e 2 complementares; a posição mais específica prevalece sobre a mais genérica.
  6. Desça até o subitem de 8 dígitos. Propósito: chegar ao código que define as alíquotas. Cuidados: o código HS da fatura chinesa (6 dígitos) não basta.
  7. Consulte as alíquotas e o tratamento administrativo. Propósito: saber o custo e se há licença. Cuidados: no Classif, botão IMP, abas II e IPI; a licença, no simulador do Siscomex.
  8. Confirme com o despachante e, se a dúvida persistir, faça a consulta formal. Propósito: ter segurança jurídica. Cuidados: registre os critérios usados na classificação.
Infográfico com o caminho da classificação fiscal: descrição do produto, capítulo, notas, regras gerais, subitem e confirmação
O caminho para chegar ao código de 8 dígitos. Fonte: Receita Federal, páginas NCM e Consultas de classificação (consulta em 13/10/2026).

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Quanto custa classificar errado

As penalidades não são automáticas: dependem de a fiscalização constatar a infração, na conferência aduaneira ou depois dela, e formalizar a exigência. A multa específica de 1% do valor aduaneiro por erro de classificação, que o Regulamento Aduaneiro (Decreto nº 6.759/2009, art. 711) trazia com base na Medida Provisória nº 2.158-35/2001 (art. 84) e na Lei nº 10.833/2003 (art. 69), foi revogada pela Lei Complementar nº 227/2026 (art. 181, II e III). O que continua valendo:

PontoO que diz a normaDispositivo
Diferença de tributoSe a fiscalização apurar imposto pago a menor por causa do código errado, cobra a diferença com juros de moraLei nº 9.430/1996, art. 61, § 3º
Multa de ofícioNo lançamento de ofício, em regra 75% sobre a diferença do imposto, nos casos de falta de pagamento ou de declaração inexata; sem diferença de imposto, não há valor sobre o qual calculá-la. Tem reduções legais se o débito for pago, compensado ou parcelado no prazo após a notificaçãoLei nº 9.430/1996, art. 44, I; RA, art. 725, I; Lei nº 8.218/1991, art. 6º

Erro de classificação, erro de descrição e informação inexata não são a mesma coisa:

SituaçãoExemploEnquadramento
Erro de classificaçãoO código de 8 dígitos declarado não é o corretoMulta específica de 1% do RA, art. 711, I, sem base legal desde a LC nº 227/2026 (art. 181, II e III); a nova multa por informação inexata não cita o código NCM (LC nº 214/2025, art. 341-G, § 7º, I)
Erro de descriçãoA descrição não traz as características necessárias à classificação (material, função, modelo etc.)Multa de 1% do RA, art. 711, III, sem base legal desde a LC nº 227/2026; a nova multa por informação inexata, que inclui as características essenciais do bem, só se aplica a partir de 01/01/2027, segundo a Receita (LC nº 214/2025, art. 341-G, XIX e § 7º, I)
Informação inexata ou incompletaDados da operação errados ou faltando: partes envolvidas, destinação, países de origem e de aquisição, portosMulta de 1% do RA, art. 711, III, sem base legal desde a LC nº 227/2026; a partir de 01/01/2027, segundo a Receita, nova multa de 100 UPF por informação (R$ 20.000 em 2026), aplicada uma só vez por bem e limitada a 1% do valor da operação, mas nunca abaixo de 50 UPF (R$ 10.000 em 2026): no cálculo da penalidade, o piso prevalece sobre o teto, de modo que, em operações de até R$ 1 milhão, a multa calculada é de 50 UPF, antes das reduções legais; com as reduções do art. 341-H, o valor a pagar pode ficar abaixo de 50 UPF. Os valores em reais usam a UPF de 2026, atualizada anualmente (LC nº 214/2025, arts. 341-C, 341-G, XIX e § 7º, e 341-H)
Falta de tributo por causa do erroO imposto pago foi menor que o devidoSe a fiscalização apurar a diferença, lançamento de ofício com juros e multa de ofício, em regra de 75% sobre a diferença, nos casos de declaração inexata (art. 725, I, que reproduz a Lei 9.430/1996, art. 44, I)

Reduções e proteções: a consulta formal sobre classificação, quando eficaz e apresentada antes do prazo legal de recolhimento, impede multa de mora e juros de mora sobre a mercadoria consultada, nos termos descritos na seção sobre consulta abaixo. Erros corrigidos a tempo e consultas bem documentadas reduzem o risco; a decisão sobre a aplicação é da fiscalização, caso a caso.

Exemplo hipotético: a diferença de imposto

Imagine uma carga com valor aduaneiro de R$ 48.000 classificada num código com Imposto de Importação de 12%, quando o código correto tem 18% (alíquotas inventadas para ilustrar; consulte a TEC do seu produto).

ItemCódigo declarado (12%)Código correto (18%)Diferença
Imposto de ImportaçãoR$ 5.760,00R$ 8.640,00R$ 2.880,00

Memória de cálculo: 12% × R$ 48.000 = R$ 5.760; 18% × R$ 48.000 = R$ 8.640; diferença de R$ 2.880. Uma classificação fiscal incorreta pode alterar o II, o IPI, eventuais alíquotas ou tratamentos específicos de PIS/Cofins e o ICMS. O efeito depende do NCM correto e da legislação aplicável; não significa que todas as contribuições aumentem automaticamente quando o II aumenta. Se a fiscalização apurar essa diferença em lançamento de ofício, cobra também os juros e pode aplicar multa de ofício, em regra de 75% sobre a diferença dos tributos (Lei nº 9.430/1996, art. 44, I; RA, art. 725, I). O valor exato depende do caso; peça a simulação ao seu despachante.

O efeito contrário também existe: declarar um código com alíquota maior que a correta não gera multa de ofício por falta de pagamento, mas continua sendo classificação incorreta e faz você pagar imposto a mais, e recuperar esse valor exige pedido de restituição. Classificar certo é a única forma de pagar o valor justo, e guardar a memória da classificação ajuda a se defender se o código for questionado depois.

Se o código errado ainda deixar de exigir uma licença de importação, o problema cresce: a importação sem licença está sujeita à multa de 30% do valor aduaneiro, com mínimo de R$ 500 e sem limite máximo (RA, art. 706, I, “a”, e § 2º); segundo a Receita Federal, cabem as reduções dos arts. 732 a 734 do RA. Também segundo a Receita, não constitui infração a declaração de mercadoria sujeita a licenciamento cuja classificação errada exija nova licença, desde que o produto esteja corretamente descrito, com todos os elementos necessários à sua identificação e ao enquadramento tarifário pleiteado, e sem dolo ou má-fé (ADN Cosit nº 12/1997). Por isso, confira o tratamento administrativo do código no simulador do Siscomex e com o seu despachante antes de embarcar.

Consulta formal de classificação: quando vale a pena

Quando a dúvida é real e o impacto é grande, a Receita oferece a consulta sobre classificação fiscal de mercadorias, regulamentada pela IN RFB nº 2.057/2021. Os pontos principais, segundo a página oficial:

PontoRegra
Quem pode consultarSujeito passivo da obrigação tributária, órgão da administração pública ou entidade representativa
Como apresentarPor escrito, em formulário próprio, por processo digital no e-CAC; exige opção pelo Domicílio Tributário Eletrônico
Quantos produtos1 produto por processo
O que descreverNome comercial e técnico, marca e modelo, materiais e percentuais, função, funcionamento, uso, imagens, classificação pretendida e critérios
Efeito da consulta eficazSe apresentada antes do prazo legal de recolhimento, impede multa de mora e juros de mora sobre a mercadoria consultada, do protocolo até o 30º dia após a ciência da solução
Procedimento fiscalNenhum é instaurado sobre a mercadoria consultada nesse mesmo período
AlcanceA Solução de Consulta publicada é vinculante na Receita e respalda qualquer contribuinte que a aplicar
RecursoInstância única; recurso especial só se houver soluções divergentes para a mesma mercadoria

Dois cuidados: a consulta não suspende o prazo de pagamento de tributos nem de entrega de declarações; e, antes de abrir um processo, vale pesquisar as Soluções de Consulta já publicadas, porque outro importador pode já ter feito a mesma pergunta.

Erros comuns na classificação

  • Copiar o código HS da fatura chinesa. Ele tem 6 dígitos e reflete a visão do exportador; o subitem brasileiro é responsabilidade do importador.
  • Classificar pelo nome comercial. A NCM classifica pelo que o produto é e faz, não pelo nome de marketing.
  • Ignorar as notas de capítulo. Uma exclusão na nota muda o capítulo inteiro.
  • Usar o mesmo código para um kit com itens diferentes. Conjuntos têm regra própria nas Regras Gerais de Interpretação; confirme com o despachante.
  • Escolher o código de menor alíquota. Se a fiscalização apurar imposto pago a menor, cobra a diferença com juros e pode aplicar multa de ofício, em regra de 75% sobre a diferença (Lei nº 9.430/1996, art. 44, I).
  • Não revisar o código quando o produto muda. Um material novo ou uma função a mais podem mudar a classificação.
  • Esquecer o tratamento administrativo. O código certo pode exigir licença antes do registro da declaração.

Riscos e como decidir

Para produtos simples e bem descritos, a pesquisa no Classif, conferida pelo despachante, costuma bastar. Quando há dúvida entre posições com alíquotas ou exigências diferentes, ou quando o produto é novo no mercado, compare o custo da consulta formal (tempo e documentação) com o risco da autuação: diferença de tributos com juros, multa de ofício se houver imposto pago a menor e, se faltar licença, multa de 30%. Quanto maior o volume e a recorrência da importação, mais a consulta formal compensa.

Checklist antes de declarar o NCM

  • ☐ Ficha técnica do produto com material, percentuais, função e uso
  • ☐ Código pesquisado no Sistema Classif (NCM On-line)
  • ☐ Notas de seção e de capítulo lidas
  • ☐ Regras Gerais de Interpretação aplicadas e registradas
  • ☐ Alíquotas de II e IPI conferidas no Classif
  • ☐ Tratamento administrativo consultado no simulador
  • ☐ Código confirmado com o despachante
  • ☐ Soluções de Consulta pesquisadas em caso de dúvida

Perguntas frequentes

O que significa NCM?

Nomenclatura Comum do Mercosul, a tabela de códigos de 8 dígitos usada para identificar mercadorias no Brasil, na Argentina, no Paraguai e no Uruguai.

Qual a diferença entre NCM e HS code?

O HS (Sistema Harmonizado) tem 6 dígitos e é internacional. O NCM usa esses 6 dígitos e acrescenta 2 definidos pelo Mercosul.

Onde consultar o NCM de um produto?

Na NCM On-line do Sistema Classif, da Receita Federal, por código, palavra ou navegação na árvore da nomenclatura.

Como descubro a alíquota de imposto de importação de um NCM?

No Sistema Classif, consulte o código, acione o botão IMP e abra a aba II. Para o IPI, a aba IPI.

Quem é responsável pelo NCM na importação?

O importador, que declara o código. O despachante ajuda na classificação, mas a responsabilidade pela informação é de quem importa.

Qual a multa por NCM errado?

A multa de 1% do valor aduaneiro por erro de classificação (Decreto nº 6.759/2009, art. 711, I) perdeu a base legal com a revogação do art. 84 da MP nº 2.158-35/2001 e do art. 69 da Lei nº 10.833/2003 pela Lei Complementar nº 227/2026 (art. 181, II e III). Se a fiscalização apurar imposto pago a menor por causa do erro, cobra a diferença com juros e pode aplicar multa de ofício, em regra de 75% sobre a diferença (Lei nº 9.430/1996, art. 44, I; Decreto nº 6.759/2009, art. 725). Não é automática.

Posso pedir à Receita que diga qual é o NCM certo?

Sim, pela consulta formal de classificação fiscal (IN RFB nº 2.057/2021), apresentada no e-CAC, com 1 produto por processo.

O NCM muda com o tempo?

Sim. A nomenclatura é atualizada periodicamente, junto com o Sistema Harmonizado e por decisões do Mercosul. Confirme o código antes de cada nova importação.

Para continuar aprendendo

Para acompanhar mais conteúdos sobre fornecedores, importação e empreendedorismo, conheça o trabalho de Gustavo Frajo no Instagram: @gusfrajo.


Sobre o autor: Gustavo Frajo atua com importação direta da China há aproximadamente três anos, possui experiência prática em negociação com fabricantes internacionais, logística e comércio eletrônico e compartilha conhecimentos sobre importação e empreendedorismo. Acompanhe no Instagram: @gusfrajo.


Fontes

Número ou regra citadaTipoFonte (link)ConsultaValidade
8 dígitos (6 do SH + 2 do Mercosul); pouco mais de 10.000 códigos; 21 seções e 96 capítulos; 6 regras gerais + 2 complementares; TEC desde 01/01/1995 e TIPI desde 01/01/1997Informação oficialReceita Federal — NCM13/10/2026Página vigente na consulta
Multa de ofício em lançamento de ofício (art. 725, I); multa de 30% sem licença, mínimo de R$ 500 (art. 706, I, “a”, e § 2º); a multa de 1% do art. 711 perdeu a base legal com a LC nº 227/2026Norma oficialPlanalto — Decreto nº 6.759/2009 (Regulamento Aduaneiro)22/10/2026Texto compilado vigente na consulta
Revogação do art. 84 da MP nº 2.158-35/2001 e do art. 69 da Lei nº 10.833/2003, base da multa de 1% do RA, art. 711 (art. 181, II e III); nova multa por informação omitida ou inexata na importação, de 100 UPF por informação, limitada a 1% da operação, observado o piso de 50 UPF, que prevalece sobre o teto; UPF de R$ 200 (LC nº 214/2025, arts. 341-C e 341-G, XIX e § 7º, incluídos pelo art. 174)Norma oficialLei Complementar nº 227/2026 (Planalto)22/10/2026Em vigor desde a publicação (DOU de 14/01/2026)
Multa de ofício de 75% sobre a totalidade ou a diferença do imposto, nos casos de lançamento de ofício por falta de pagamento ou declaração inexata (art. 44, I)Norma oficialLei nº 9.430/1996 (Planalto)22/10/2026Em vigor, com alterações
Reduções da multa de lançamento de ofício: 50% ou 30% com pagamento ou compensação, 40% ou 20% com parcelamento, conforme o prazo após a notificação (art. 6º)Norma oficialLei nº 8.218/1991 (Planalto)22/10/2026Em vigor, com alterações
Multa por falta de LI: reduções dos arts. 732 a 734 do RA; sem limite máximo; não constitui infração a classificação errada que exija nova LI, com produto corretamente descrito e sem dolo ou má-fé (ADN Cosit nº 12/1997)Orientação oficial (página atualizada em 23/09/2020)Receita Federal — Ausência de Licenciamento de Importação (LI)22/10/2026Página vigente na consulta
Nova multa do art. 341-G, XIX, aplicável a partir de 01/01/2027; erro de NCM com descrição correta não gera essa multa; UPF de R$ 200 em 2026; se 1% da operação for menor que 50 UPF (R$ 10.000), prevalece o pisoOrientação oficial (página atualizada em 20/08/2026)Receita Federal — Multa por omitir ou prestar de forma inexata informação necessária ao controle22/10/2026Página vigente na consulta
Consulta de classificação: 1 produto por processo; efeitos até o 30º dia após a ciência; instância únicaNorma e orientação oficialReceita Federal — Consultas de classificação fiscal (IN RFB nº 2.057/2021)13/10/2026IN em vigor; página vigente na consulta
Valor aduaneiro de R$ 48.000 e alíquotas de 12% e 18%HipóteseSimulação do autor——

Demais fontes (acessadas em 13/10/2026):

  • Receita Federal — NCM: https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/aduana-e-comercio-exterior/classificacao-fiscal-de-mercadorias/ncm
  • Receita Federal — Sistema Classif: https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/aduana-e-comercio-exterior/classificacao-fiscal-de-mercadorias/classif
  • Portal Único Siscomex — Classif (consulta pública): https://portalunico.siscomex.gov.br/classif/
  • Receita Federal — Consultas de classificação fiscal (IN RFB nº 2.057/2021): https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/aduana-e-comercio-exterior/classificacao-fiscal-de-mercadorias/consultas
  • Siscomex — Simuladores (tratamento administrativo): https://www.gov.br/siscomex/pt-br/sistemas-de-comercio-exterior/simuladores
  • Planalto — Decreto nº 6.759/2009 (Regulamento Aduaneiro), arts. 706 e 725: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/decreto/d6759.htm
  • Planalto — Lei Complementar nº 227/2026 (art. 181, II e III): https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp227.htm
  • Planalto — Lei nº 9.430/1996 (art. 44, I): https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9430.htm

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